Benvenuto & Mazzuccato - UNREGISTERED VERSION

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Italia

 

Itália





Dados Gerais



Nome oficial - República Italiana.
Capital – Roma.
Área - 301.338km².
Habitantes - 60,6 milhões.
Nacionalidade – Italiana.
Língua - Italiano e seus dialetos (maioria); Alem ã o e Latino
(Alto Adige); Francês (Vale d'Aosta), Grego e Alban ê s (S),
língua aparentada ao Catal ã o (Sardenha) (minorias).
Religião - Cristianismo (católicos, mais de 90%).
Data Nacional - 02/06/1946 - 67 anos (Rep ú blica).
Unificação - 17/03/1861 - 152 anos
Entrada na UE - 25/03/1957
Moeda - Lira Italiana.
Tipo de Governo - República Parlamentarista.
Localiza çã o - Sul da Europa.
Limites - Áustria e Suíç a (N); França (NO); Eslovênia (NE);
Mar Adriático (L); Mar Mediterrâneo (S e O).
Rios Importantes - Pó, Tibre, Arno, Tevere, Ticino, Adige, Piave.
Principais Montanhas - Monte Bianco, Monte Rosa, Gran Paradiso,
Cervino, Pianura, Padana.
Ponto mais Elevado - Mont Blanc (4.807m).
Climas - Continental e Mediterrâneo.
Produtos Agrícolas - Arroz, Milho, Batata, Tomate, Beterraba
de Açúcar, Uva, Azeitona, Laranja, Maçã e Trigo.
Principais Indústrias - Metarlurgica, Mecânica, Química,
Têxtil e Alimentícias.


Itália

A Itália é um piccolo país. Uma bota que avança na bacia
do Mar Mediterrâneo - ou, como ensinam os manuais de
geografia, uma península. Suas 20 prov í ncias juntas medem
301.278 quil ô metros quadrados. Piccolo, piccolo, ma molto speciale.
Inesquecível. Em algum outro país h á 20 mil castelos?
Em algum outro existem 33 mil igrejas? E algum, de quebra,
ainda abriga o papa? E quantos pa í ses do mundo podem se
dar ao luxo de ter 200 cidades consideradas de grande interesse
artístico? Não é à toa que 25 milhões de turistas desembarcam
na Itá lia todos os anos, confirmando o turismo como Segunda
fonte de renda italiana - perde apenas para a indústria automobil
ística.

Quem prefere conhecer a natureza pode se esbaldar nos 8.600
quilômetros de costa, nos 1.500 quil ô metros quadrados de lagos,
nos 2.800 quilômetros de montanhas, nas 200 estações de água,
nos 6 mil balneários e nos cinco parques nacionais. E quem quiser
mergulhar de cabeça na história e na cultura do país - e, claro,
da Humanidade - também não vai ficar por baixo. São mais
de 1.500 museus e galerias que acumulam milhares de telas,
afrescos, esculturas, objetos e rel í quias históricas. E tudo isso
feito por artistas como Michelangelo, Rafael, Leonardo da Vinci,
Caravaggio, Botticelli e tantos outros. Sem contar que por toda a
Itália existem milhares de praças, fontes, monumentos,
catacumbas, ruínas, palácios, 51 mil bibliotecas, 17 mil salas
de balé e concerto. Ou seja, arte por todos os lados.

Para os 57 milhões de italianos, conviver com esse cen á rio
deslumbrante todos os dias pode ser monótono, repetitivo. Mas
eles sabem, como ninguém, preservar o esplendor e a decad ê ncia
com a mesma altivez de quem aprendeu a suportar invasões e
digeri-las. De quem aprendeu a ver outros povos vivendo em sua
terra, deixando marcas de outras culturas, e no entanto, com a
ajuda do tempo, soube subverter e reutilizar os registros da
domina çã o. Soube tornar tudo isso parte de si. Soube acrescentar
culturas à sua cultura.

E sse conv í vio secular com o estrangeiro, com o estranho, ainda lhe
deu a sabedoria de entender, hoje, o turista e sua incans á vel
curiosidade e avidez em aprender a It á lia em toda a sua amplid ã o .
Por isso, a It á lia estende agora uma invej á vel infra-estrutura para
atender aos viajantes. S ã o 6 mil quil ô metros de auto-estradas,
16 mil quil ô metros de linhas ferrovi á rias (com 3.500 esta ç ões),
102 aeroportos e 34 portos de navega çã o internacional. Para aqueles
insaci á vie, a It á lia oferece milhares de hotéis de v á rias categorias,
38.705 albergues e 2 mil campings. Os jovens podem pleitear, ali á s,
um dos 5.771 leitos das 56 hospedarias da juventude. Conhecer um
pa í s como esse é uma viagem muito particular. Muito í ntima. Uma
experi6encia constru í da de um jeito todo pessoal, como pessoais
s ã o os sentimentos, os olhares. Defrontar-se com o diferente - nem
sempre com o novo - é dele abstrair a ess ê ncia: é de outro, mas
também é meu. É da It á lia, mas de todo mundo. Buon viaggio!!!

A primeira viagem de imigrantes aconteceu no dia 3 de Janeiro de 1874,
à s 13 horas, do porto de G ê nova, em navio a vela, o La Sofia na
expedi çã o de Pietro Tabachi, e a Segunda pelo Rivad á via, ambos
de bandeira francesa. Oficialmente, a imigra çã o teve inicio no
Brasil com a chegada do navio Rivad á via que aportou em 31
de Maio de 1875, com 150 fam í lias italianas.

Da mesma forma que o subsolo das antigas cidades da It á lia
esconde incont á veis tesouros arqueológicos, o povo italiano,
em sua forma de pensar e viver, em suas tradi ç ões e sua cultura,
est á profundamente impregnado de mil ê nios de civiliza çã o.
O peso da história n ã o impede, entretanto, que a It á lia
seja uma das na ç ões mais din â micas da Europa.

A It á lia situa-se entre os mares Adri á tico, Tirreno e J ô nico.
O pa í s limita-se ao norte com a Á ustria; a leste, com a Eslov ê nia
e o mar Adri á tico; ao sul, com os mares J ô nico e Mediterr â neo;
e a oeste com os mares Tirreno, Mediterr â neo e da Lig ú ria; a
noroeste com a Fran ç a e a Su íç a. O território italiano, com
301.303km2, compreende a pen í nsula it á lica e as ilhas da
Sic í lia, Sardenha e outras menores. San Marino, com 62km2,
e a cidade do Vaticano, com 44ha, n ã o s ã o considerados na
á rea total. A capital do pa í s é Roma, principal cidade da pen í nsula,
situada na It á lia média, entre o sul, pobre e com excedentes de
m ã o-de-obra, e o norte, rico e industrializado.



História

A pré-história da pen í nsula it á lica se caracteriza por invasões
de povos do norte. A distribui çã o desigual dessas vagas invasoras
deu lugar a diferentes culturas regionais. As civiliza ç ões de
Molfetta, Stentinello e Remedello apareceram no per í odo neol í tico;
logo a seguir, a It á lia entrou na proto-história, com a civiliza çã o
das terramaras, no segundo mil ê nio a.C., entre a idade do bronze
e a do ferro, e cujo nome deriva do tipo de povoamento --
esta ç ões terrestres constru í das sobre estacas, em zonas de
lagos, com plataformas e cabanas de madeira -- que se estabeleceu
na plan í cie norte e se prolongou a sudeste, na costa oriental.
Esses povos falavam dialetos indo-europeus, cremavam os
mortos, cultivavam a cevada e o trigo, trabalhavam o metal e,
ao que tudo indica, j á conheciam o vinho.

Primeiros povoadores. A partir de aproximadamente 1100 a .C.,
a introdu çã o do ferro superou a cultura do bronze, com o afluxo
de uma nova onda de invasores: os vilanovianos (nome derivado
do s í tio arqueológico de Vilanova, perto de Bolonha). Quando
chegaram à pen í nsula, j á encontraram uma popula çã o bem
diversificada, formada por grupos indo-europeus presentes desde
o per í odo calcol í tico (l í gures, enganos, el í mios e outros).
Ao dominarem os vilanovianos, no século IX a.C., os etruscos
fizeram a It á lia se abrir para novas formas de cultura. Exploraram
os minerais da Toscana e da ilha de Elba, criaram uma ind ú stria
de metais e tecidos, que comercializaram na regi ã o do Mediterr â neo.
No século VIII a.C., controlavam rotas mar í timas até o estreito
de Messina. Nos séculos VII e VI a.C., dividiam o controle do
Tirreno com Cartago e Mass í lia.

A partir do século VIII a.C., os gregos come ç aram a colonizar o
sul da pen í nsula. Fundaram N á poles e Paestum (atual Pesto)
e estabeleceram v á rios n ú cleos na costa meridional e na j ô nica
(Metaponto, Locros, S í baris, Crotona, Reggio e outros), que vieram
a formar a chamada Magna Grécia. Logo come ç aram as guerras;
em 540 a .C., os etruscos aliaram-se aos cartagineses e derrotaram
os gregos na batalha de Al á lia. A influ ê ncia grega, contudo,
esteve presente do século VIII ao século VI a.C., num vasto
território que compreendia desde a Magna Grécia até a
Ap ú lia e o Piceno, devido à s rela ç ões comerciais. A partir
de 474 a .C., a hegemonia etrusca limitou-se à plan í cie padana
(Bolonha etrusca). Com a revolta da aristocracia latina no fim do
século VI a.C., formou-se uma rep ú blica olig á rquica e patr í cia,
que substituiu o regime mon á rquico dos etruscos. Alicer ç ado
no campo, onde viviam os poderosos, o estado romano do século
V a. C. representou um rompimento com as tradi ç ões etruscas
em rela çã o à s atividades urbanas e ao comércio por via mar í tima.

Hegemonia de Roma. O Império Romano só veio a consolidar-se
completamente em 42 a .C., após enfrentar lutas internas, dominar
diversos povos (etruscos, volscos, latinos, samnitas) e submeter
os invasores. O sistema imperial alterou profundamente a
organiza çã o da It á lia, com a diminui çã o dos poderes do
Senado e a cria çã o de diversos cargos intermedi á rios
(prefeitos, c ô nsules e outros). Pouco a pouco, os munic í pios
perderam autonomia para prepostos dos governadores, que
controlavam as finan ç as e se encarregavam de cobrar alt í ssimos
impostos.

Dentre as invasões ocorridas no final do império, destacam-se a
dos visigodos, comandados por Alarico (c.370-410), e a dos hunos,
sob o comando do célebre Á tila (452), que morreu antes de
poder anexar os territórios que conquistara. No ano 476, R ô mulo
Aug ú stulo, ú ltimo imperador romano do Ocidente, foi deposto
por Odoacro, rei dos hérulos. O governo passou para o Império
Romano do Oriente; em Constantinopla, o imperador Zen ã o
reconheceu a autoridade de Odoacro, que desejava governar como
vice-rei da It á lia e rei dos godos. Em 493, o chefe ostrogodo
Teodorico venceu Odoacro. A instala çã o do reino ostrogodo na
It á lia n ã o acarretou ruptura com a cultura romana. Teodorico
preservou as antigas institui ç ões, sem violentar o sistema de
vida do povo. Sua morte, contudo, trouxe dificuldades para o reino,
que caminhava para a estabilidade. O imperador bizantino
Justiniano enviou ent ã o Belis á rio para reconquistar a It á lia.
Em 555, com a queda do ú ltimo reduto gótico, a It á lia caiu sob
dom í nio bizantino.

Os lombardos, chefiados por Albo í no, invadiram a It á lia em 568.
Com o tempo, assimilaram grande parte do que restava da civiliza çã o
romana, inclusive o idioma, principalmente em conseqü ê ncia da
ado çã o do cristianismo, em meados do século VII. A paz dos lombardos
com Biz â ncio foi celebrada em 680. A partir de ent ã o, o
equil í brio da It á lia passou a depender das rela ç ões do estado
lombardo com o papa. O rei lombardo Astolfo, que reinou de 749 a 756
, enfrentou duas expedi ç ões francas e teve de ceder terras ao papa.
O acontecimento mais significativo, porém, foi a cria çã o de um
estado pontif í cio independente de Biz â ncio e sob a prote çã o do
rei franco. Pouco a pouco o papa foi substituindo o poder do imperador
na It á lia n ã o lombarda. O papa Est ê v ã o II pedira aux í lio a
Pepino o Breve, rei dos francos, a quem conferiu o t í tulo de patr í cio
dos romanos, em troca do exarcado de Ravena e do ducado de Roma.
Com a morte de Astolfo, Est ê v ã o tentou obter os territórios mas
Pepino o fez renunciar a tais pretensões.

Novos ataques dos lombardos levaram à interven çã o dos francos,
dessa vez sob Carlos Magno. Coroado pelo papa Le ã o III, no ano
800, Carlos Magno criou o Sacro Império Romano-Germ â nico, cuja
estrutura pol í tico-religiosa dominou a Europa até o Renascimento.
O per í odo que se seguiu a sua morte caracterizou-se pela desagrega çã o
do poder carol í ngio na It á lia e pelos constantes ataques dos sarracenos.
Após conquistarem a Sic í lia, que ficou tr ê s séculos sob dom í nio
á rabe, os mu ç ulmanos estabeleceram-se na pen í nsula. Roma
foi parcialmente saqueada no ano 846. Consolidaram-se, no entanto,
os estados pontif í cios no centro da It á lia. No norte, estabeleceu-se
um sistema feudal semelhante ao da Europa central.

Comunas. A partir do in í cio do século XI, as freqüentes tensões
entre o papado e o imperador em torno de questões do poder
temporal, debilitaram o sistema feudal em todo o território italiano.
Por essa época v á rias cidades tinham-se tornado prósperas
devido ao comércio com o Oriente. O movimento comunal, que
ganhou for ç a a partir de 1080 no norte e centro da pen í nsula,
marcou durante muitos séculos a vida pol í tica da It á lia. Veneza
se transformou numa poderosa rep ú blica, que comerciava com
Constantinopla e o Mediterr â neo oriental; Amalfi, uma das principais
cidades comerciais do Mediterr â neo, conseguiu eliminar os piratas
do mar Tirreno; G ê nova e Pisa se revelaram como pot ê ncias
mar í timas. A partir do século XI, as comunas transformaram-se em
cidades-estados; a assembléia-geral deu lugar a um conselho e à
magistratura dos c ô nsules (propriet á rios de terras e comerciantes ricos).
A cidade-estado absorveu as cidadelas rurais e as pequenas propriedades.
Interessados em manter a independ ê ncia da igreja frente ao
poder temporal, os papas entraram freqüentemente em choque com
o imperador, devido à s intromissões nas elei ç ões papais e na
nomea çã o dos bispos. Tomou corpo assim a quest ã o das investiduras,
que só se resolveu em 1122, com a concordata de Worms. A partir de
1155, a monarquia centralizada da fam í lia Hohenstaufen dominou o
reino da It á lia. Frederico I Barba-Roxa tornou-se imperador e reclamou
para si os direitos reais usurpados pelas comunas, bispos e nobres.
A resist ê ncia de Mil ã o foi esmagada em 1162 e o papa Alexandre III
aliou-se à s cidades antiimperiais. Logo depois formaram-se as ligas
veronesa (1164) e lombarda (1167). Após muitas lutas e revoltas, fez-se
a paz com o papa em 1177. O filho e herdeiro de Frederico, Henrique VI,
casou-se com a herdeira da Sic í lia, Constan ç a, e conquistou o reino
normando em 1194. Após sua morte, Constan ç a renunciou em favor do
filho menor, Frederico, coroado em 1212, após a morte do rei alem ã o
Oto IV, que fora sagrado imperador em 1209. Ao contr á rio do que
prometera ao papa, Frederico II n ã o separou o reino da Sic í lia do
império, e por isso foi excomungado e enfrentou a oposi çã o da igreja
até sua morte em 1250; em 1263, o papa Clemente IV investiu o franc ê s
Carlos de Anjou na Sic í lia e marcou o fim do per í odo Hohenstaufen.

Dom í nio franc ê s. O per í odo em que a It á lia esteve submetida aos
franceses foi marcado por muitas lutas e pela oposi çã o a Carlos de Anjou,
e culminou com uma série de rebeliões e conflitos sociais no sul da
pen í nsula. A derrota final de Carlos de Anjou deu-se em Messina, e
cresceu um movimento comprometido com as classes populares. Por
essa época, os papas normalmente pertenciam a poderosas fam í lias
italianas, que assim consolidavam seu poder. Com a It á lia sob a
interven çã o dos Valois, a inger ê ncia dos papas nos assuntos franceses
deu margem a conflitos com Filipe IV, o que levou à desintegra çã o
do poder papal na pen í nsula; em 1303, os papas trocaram Roma
por Avignon, na Fran ç a. O poderoso Amadeu VI, conde de Savóia,
restabeleceu a autoridade papal e em 1357, o papa retornou a Roma.

Renascimento. Em 1455, foi formada a Liga Italiana, ratificada pelo
papa Nicolau V e que se tornou garantia para os estados menores.
Livre de grandes guerras, a It á lia gozou um per í odo de prosperidade,
em que todas as artes floresceram e os v á rios estados se aproximaram,
em nome de interesses comuns. As institui ç ões pol í ticas, de car á
ter despótico, procuraram exercer autoridade direta sobre os estados
da igreja. Por volta de 1490, a pen í nsula experimentou o per í odo de
maior prosperidade, que marcou a fase mais brilhante da história italiana
-- o Renascimento. Por volta de 1500, come ç ou novo per í odo de lutas
internas e renovadas interven ç ões estrangeiras: com Carlos VIII,
herdeiro da casa de Anjou, e Lu í s XII da Fran ç a, estabeleceu-se
novo dom í nio dos franceses, expulsos em 1504. Em 1508 o papa
J ú lio II formou a Liga de Cambrai e p ô s fim ao dom í nio territorial
de Veneza. Em 1512 os su íç os, membros da Santa Liga criada pelo
papa, ocuparam a Lombardia e expulsaram os ú ltimos franceses.
No mesmo ano, a Liga restaurou o poder dos Medici em Floren ç a.
Os franceses voltaram à carga em 1515, quando Francisco I reconquistou
o ducado de Mil ã o, mas Carlos da Á ustria, que j á dominava os
reinos espanhóis, foi coroado imperador do Sacro Império em 1519.
Em 1530, após conquistar Mil ã o e saquear Roma, tornou-se senhor
da It á lia.

Inquisi çã o. Durante a supremacia espanhola, o reino italiano entrou
em crescente decl í nio econ ô mico. A guerra intermitente com a Fran ç a
recrudesceu. Carlos V entregou a It á lia ao filho, o futuro Filipe II da
Espanha, e transferiu todos os direitos imperiais sobre o território para
aquele pa í s. Em 1542, a Inquisi çã o foi estabelecida em Roma e sufocou
qualquer oposi çã o pol í tica aos papas. Os estados ainda lutavam
por manter seus privilégios. Contudo, a It á lia sofreu os efeitos
econ ô micos da descoberta do Novo Mundo, e perdeu a supremacia
financeira e naval. Entre 1713 e 1748 estabeleceu-se o dom í nio
austr í aco , marcado pelos conflitos entre Habsburgos e Bourbons.
No per í odo entre 1748 e 1792, os principais governantes da It á lia
procuraram remediar a miséria da popula çã o, a riqueza excessiva
do clero e os abusos do privilégio senhorial. A expuls ã o dos
jesu í tas de N á poles (1767) e o fim do tributo anual ao papa
simbolizaram a emancipa çã o dos governantes seculares em
rela çã o ao papado. As obras de intelectuais e cientistas e a
popularidade da ma ç onaria indicaram nova fermenta çã o
pol í tica na It á lia, à s vésperas da revolu çã o francesa.

Per í odo napole ô nico. O Diretório, que governava a Fran ç a após a
revolu çã o, escolheu Napole ã o Bonaparte para comandar as for ç as
da It á lia. Este, em r á pida campanha, derrotou as for ç as piemontesas
e conquistou Parma, Módena, Mil ã o e N á poles; logo depois, invadiu
os territórios papais em Bolonha e Ferrara. Em meio a rebeliões,
Napole ã o reorganizou a pen í nsula e criou as rep ú blicas Cisalpina
(ao norte), Cispadana (Reggio nell' Emilia, Módena e Bolonha) e
Part enopéia (N á poles). Por um breve per í odo, exércitos
austro-russos derrotaram os franceses e derrubaram as rep ú blicas,
novamente restauradas por Napole ã o a partir de 1800.
No in í cio do século XIX ( de 1801 a 1900 ) ocorreram grandes
modifica ç ões pol í ticas e econ ô micas na Europa. Terminadas as
guerras napole ô nicas, o congresso de Viena - 1814/1815 -
estabeleceu arbitrariamente novos estados, formas de governo e
alian ç as, sem escutar os povos a eles submetidos. Assim, a It á lia
se viu dividida em sete Estados soberanos, surgindo, em conseqü ê ncia,
o ideal de unifica çã o. Esta foi obtida apenas em 1870, gra ç as a
Vitor Emanuel II, o Primeiro Ministro Cavour e o revolucion á rio Giuseppe
Garibaldi. Terminada a luta, o sonho de paz e prosperidade foi
substitu í do por uma dura realidade: batalhões de
desempregados e camponeses sem terras n ã o tendo como
alimentar a si nem suas fam í lias. A Revolu çã o Industrial, com
o advento das m á quinas, substituiria o trabalho do homem,
com muito mais lucro e perfei çã o. A solu çã o foi imigrar em
busca de novas terras n ã o exploradas e ricas. Em maio de
1804, após a proclama çã o do primeiro império franc ê s,
Napole ã o foi coroado rei em Mil ã o e anexou Parma ao império.
Amea ç adas de perderem a independ ê ncia, as principais
cidades tentaram juntar-se a uma coaliz ã o anglo-austro-russa,
mas depois de v á rias derrotas foram for ç adas a reconhecer
a presen ç a de Napole ã o, a entrega da Veneza
austr í aca ao rei da It á lia e a ocupa çã o da Í stria e da
Dalm á cia. Em 1808, após diverg ê ncias com o papado,
Napole ã o ocupou Roma e proclamou o fim do poder temporal
do papa. Roma foi anexada ao império como sua segunda
cidade. Logo em seguida, reformas pol í ticas institu í ram
o código napole ô nico, um sistema comum de administra çã o,
rudimentos de educa çã o p ú blica e servi ç o militar obrigatório.

Risorgimento. A partir da batalha de Leipzig, em 1813, come ç ou
a invas ã o austr í aca, com a ajuda de grupos patrióticos que
acreditavam na independ ê ncia após a derrota dos franceses.
Os austr í acos ocuparam a Lombardia mas n ã o entregaram o
poder aos patriotas, mais uma vez desiludidos. Com a restaura çã o,
os estados que haviam formado o reino da It á lia foram tomados
pela agita çã o revolucion á ria, organizada em sociedades secretas,
como os carbon á rios e os federados. Movimentos revolucion á rios
em N á poles e Palermo (1820) e no Piemonte (1821) foram
sufocados pelos austr í acos. A influ ê ncia da sociedade Jovem
It á lia, fundada em 1831 por Giuseppe Mazzini, espalhou-se
rapidamente: propunha uma insurrei çã o nacional que unificasse
a It á lia como rep ú blica, mas o programa fracassou. Com a
elei çã o do papa Pio IX, em 1846, come ç ou a crise do Risorgimento.
O novo papa aprovou reformas liberais que amea ç aram os
austr í acos e deram exemplo para outros estados. Logo a Toscana,
a Sardenha e o Piemonte fizeram concessões democr á ticas,
como a liberdade de imprensa. O surto de liberalismo encorajou
a revolu çã o na Sic í lia, que em 1848 se proclamou independente
da monarquia Bourbon. Logo depois, os soberanos da Toscana e
do Piemonte outorgaram constitui ç ões a seus estados. Mil ã o
se rebelou e expulsou o exército austr í aco; outra revolu çã o, em
Veneza, restaurou a rep ú blica. Carlos Alberto, rei do Piemonte,
acuou os austr í acos e lhes declarou guerra. A situa çã o ficou fora
de controle. Carlos Alberto abdicou em 1849, e seu sucessor, V í tor
Emanuel II, apressou-se em firmar a paz. A It á lia ficou à disposi çã o
dos austr í acos. O exército popular de Giuseppe Garibaldi resistiu
por algum tempo à s for ç as francesas enviadas para restaurar o
poder papal em Roma, mas a cidade foi logo tomada. O levante na
Sic í lia foi esmagado e Veneza também capitulou. Ainda em 1849,
um tratado de paz entre Á ustria e Piemonte completou a pacifica çã o.

Unifica çã o da It á lia. Em 1850 tornou-se primeiro-ministro do
Piemonte Camillo Benso di Cavour, cuja carreira pol í tica confundiu-se
com a marcha para a unifica çã o da It á lia. O Piemonte era
o ú nico estado italiano a possuir constitui çã o liberal, e com
habilidade pol í tica, Cavour conseguiu o apoio franc ê s no
secreto Tratado de Plombi è res e, em abril de 1859, for ç ou
uma alian ç a franco-piemontesa contra a Á ustria. Após as
derrotas de Magenta e Solferino, a Á ustria assinou a paz
em Villafranca e cedeu a Lombardia, com exce çã o de M â ntua
e Peschiera, à Fran ç a, que se comprometeu a repassar o
território ao Piemonte. A Toscana, a Emilia-Romagna e os
ducados de Parma e Modena somaram-se voluntariamente
ao novo reino. Enquanto isso, Garibaldi invadia a Sic í lia à
frente de um grupo de volunt á rios e expulsava de N á poles
o rei Francisco II. Alarmado com o ê xito do caudilho, Cavour
ocupou as Marcas e a Ú mbria e convenceu Napole ã o III a
fazer apenas um protesto formal. Concordou que Roma e o
L á cio continuariam sob o poder papal, enquanto o restante
da It á lia tornava-se um reino constitucional. Sem poder contar
com o apoio popular, Garibaldi foi for ç ado a entregar N á poles
e a Sic í lia ao rei piemont ê s, a quem reconheceu como o novo
monarca da It á lia. A maior parte da Lombardia passou para o
Piemonte. Depois de um breve afastamento da chefia do governo,
em 1860 Cavour ofereceu Nice e a Savóia à Fran ç a em troca da
unifica çã o das prov í ncias do norte e assegurou por plebiscito
a uni ã o das prov í ncias do centro e sul (exceto Roma e a Sic í lia)
ao Piemonte. Em 17 de mar ç o de 1861, o Parlamento reunido em
Turim proclamou formalmente o reino da It á lia. A anexa çã o de
Veneza, em 1866, e de Roma, em 1870, completaram a unifica çã o
italiana. A Lei de Garantias (1871) assegurou ao papa completa
liberdade eclesi á stica. De 1870 a 1914, os sucessivos governos
trataram de implantar um programa de moderniza çã o econ ô mica,
administrativa e militar. Para equilibrar a situa çã o financeira, o
ministério formado em 1869 por Giovanni Lanza e Quintino Sella
tratou de diminuir os gastos p ú blicos e aumentar os impostos.
Com a queda de Sella em 1873, assumiu a chefia do governo Marco
Minghetti, que buscou combater a infla çã o. A ele seguiu-se Agostino
Depretis, l í der esquerdista do Risorgimento, que dominou a
vida pol í tica italiana de 1876 até 1887. H á bil negociador,
conseguiu realizar um governo est á vel apesar dos antagonismos,
gra ç as à pol í tica do "transformismo", que visava incluir nas minorias
parlamentares e no gabinete elementos de extrema esquerda
e extrema direita. Precavendo-se contra a possibilidade de um
ataque da Fran ç a, Depretis assinou a Tr í plice Alian ç a, que uniu
It á lia, Alemanha e Á ustria-Hungria, mas o fracasso da expedi çã o
colonizadora à Etiópia em 1887, na qual morreram 500 soldados
italianos, determinou sua ren ú ncia. Depretis foi sucedido por Francesco
Crispi, cujo governo inaugurou uma nova fase na pol í tica italiana,
caracterizada por uma linha autorit á ria no plano interno e por uma
ideologia expansionista que se expressou pelo estabelecimento de
protetorados na Á frica, por uma crescente hostilidade à Fran ç a e
por uma progressiva aproxima çã o com a Alemanha. Foi substitu í do
por Antonio di Rudin ì , que renovou por mais 12 anos a Tr í plice
Alian ç a.

Primeira guerra mundial. Ao gabinete Rudin ì sucedeu o do ex-ministro
das Finan ç as de Crispi, Giovanni Giolitti, que adotou uma linha mais
progressista e dominou a cena pol í tica do in í cio do século XX até
a primeira guerra mundial. Continuou as reformas internas, deu certa
liberdade aos incipientes movimentos oper á rios, criou uma
avan ç ada legisla çã o social e protegeu a ind ú stria do norte.
Com algumas concessões, obteve apoio dos grupos católicos, e
em 1913 instaurou o sufr á gio universal. Foi sucedido por Antonio
Salandra, pol í tico de direita, após demiss ã o for ç ada. A It á lia
proclamou-se neutra na primeira guerra mundial, mas depois se
uniu aos aliados pelo Tratado de Londres, por interesse em terras
do império austro-h ú ngaro. Derrotados em Caporetto em 1917,
os italianos resistiram e obtiveram ampla vitória em Vittorio Veneto
(1918), mas os resultados foram decepcionantes: a confer ê ncia
de Paris só concedeu à It á lia uma parte dos territórios prometidos
(o Trentino-Alto Adige). A intranqüilidade social se instalou, e as
elei ç ões de 1919 deram a vitória aos democrata-crist ã os.
Apesar de majorit á rios, os socialistas se recusaram a participar
do governo e apoiaram uma série de greves, com ocupa çã o de
f á bricas. Em 1920, a It á lia celebrou com a Iugosl á via o
Tratado de Rapallo, pelo qual ganhou quase toda a Dalm á cia;
ainda assim, a opini ã o p ú blica n ã o se satisfez. A burguesia,
preocupada com o avan ç o do movimento oper á rio, come ç ou
a apoiar maci ç amente o movimento fascista, cujo l í der, Benito
Mussolini, encabe ç ou em 1922 uma marcha contra Roma, com o
objetivo de tomar o poder. O rei V í tor Emanuel III, que sucedera
ao pai, Humberto I, em 1900, depois de seu assass í nio por um
anarquista, convidou Mussolini a formar novo ministério.

Fascismo. Em 1924, com pr á ticas duvidosas, Mussolini revalidou o
poder nas urnas. A oposi çã o questionou os resultados; o deputado
socialista Giacomo Matteotti denunciou no Parlamento a viol ê ncia
fascista e pouco depois foi assassinado. Logo no in í cio de 1925,
o governo fascista modificou totalmente a estrutura e o funcionamento
dos órg ã os do estado. Todo o poder ficou concentrado nas m ã os
de Mussolini, que só nominalmente era respons á vel perante o rei.
A C â mara dos Deputados foi substitu í da pela C â mara Fascista e
de Corpora ç ões, com membros nomeados. Certas liberdades foram
abolidas, como o direito de greve, express ã o e associa çã o. A
oposi çã o teve de emigrar ou agir na clandestinidade. Os comunistas
pagaram caro por fomentar greves e infiltrar-se nas associa ç ões
oper á rias fascistas. O l í der do Partido Comunista Italiano (PCI),
Antonio Gramsci, preso em 1926, morreu após 11 anos de pris ã o.
Mas a exist ê ncia ininterrupta do PCI e a luta clandestina criaram as
condi ç ões para torn á -lo um grande partido após a queda do fascismo .
A estrutura do partido fascista se sobrep ô s à do estado. Em 1929,
o Tratado de Latr ã o restabeleceu a paz entre a Igreja Católica e o
estado italiano: Mussolini concedeu ao papa a soberania sobre o
estado do Vaticano e privilégios à igreja.

Segunda guerra mundial. A pol í tica expansionista que Mussolini
levou a efeito na Á frica, a partir da conquista da Etiópia, criou
dificuldades com as democracias ocidentais, sobretudo Fran ç a e
Reino Unido. Após a invas ã o da Alb â nia, Mussolini se aproximou
da Alemanha nacional-socialista durante a guerra civil espanhola.
Ao iniciar-se a segunda guerra mundial, Mussolini declarou guerra
aos aliados e empreendeu a conquista da Grécia. A guerra representou
uma sucess ã o de derrotas para o exército italiano, e o
descontentamento interno cresceu. Em 1943, o Grande Conselho
Fascista destituiu Mussolini, e V í tor Emanuel III nomeou chefe do
governo o marechal Pietro Badoglio, que firmou com os aliados o
armist í cio, em 3 de setembro do mesmo ano. Em abril de 1945,
o l í der fascista caiu em m ã os dos partigiani
(membros da resist ê ncia italiana), que o executaram, e no
mesmo m ê s, as tropas alem ã s capitularam ante os aliados.

Rep ú blica. Os resultados da guerra foram desastrosos para a
It á lia. Em 1946, V í tor Emanuel III abdicou em favor do filho,
Humberto II, mas um plebiscito substituiu a monarquia pela
rep ú blica. O democrata-crist ã o Alcide De Gasperi, considerado
o pol í tico italiano mais capaz desde Cavour, formou um governo
de coaliz ã o. As elei ç ões para a Assembléia Constituinte
deram vitória aos democrata-crist ã os. Em janeiro de 1948
entrou em vigor a constitui çã o republicana, e Luigi Einaudi foi
eleito presidente da rep ú blica. No ano seguinte a It á lia participou
da funda çã o da Organiza çã o do Tratado do Atl â ntico Norte
(OTAN) e tornou-se membro do Conselho da Europa. Após De Gasperi,
sucederam-se gabinetes de curta dura çã o: Giuseppe Pella, Amintore
Fanfani, Mario Scelba e Antonio Segni. Em 1963, o democrata-crist ã o
Aldo Moro formou um governo de centro-esquerda e manteve-se no
poder até 1968. Seguiram-se v á rios governos de coaliz ã o: Mariano
Rumor, Emilio Colombo (que fez aprovar a lei do divórcio, apesar da
oposi çã o do Vaticano), Giulio Andreotti, novamente Rumor, Aldo Moro,
Andreotti. Em 1978, Moro foi seqüestrado e morto pelas Brigadas Vermelhas,
grupo terrorista de esquerda. No mesmo ano chegou à presid ê ncia
o socialista Sandro Pertini, veterano da resist ê ncia contra o fascismo,
que negociou com o Vaticano nova concordata, quando a Igreja Católica
deixou de ser oficial. Em 1979, Francesco Cossiga sucedeu a Andreotti
como primeiro-ministro, mas renunciou em 1980. Seguiram-se Arnaldo
Forlani, Giovanni Spadolini, Amintore Fanfani e Bettino Craxi, o primeiro
socialista a governar o pa í s. Nas elei ç ões presidenciais, Francesco
Cossiga sucedeu a Pertini. O governo Craxi sobreviveu à s graves crises
pol í ticas que marcaram a década de 1980, principalmente a do navio
Achille Lauro, quando o primeiro-ministro se recusou a entregar aos
Estados Unidos os terroristas á rabes respons á veis pelo seqüestro do
barco e o negociador Abul Abas, enviado pelo l í der da Organiza çã o
para a Liberta çã o da Palestina, Yasser Arafat. No come ç o da década
de 1990, a It á lia enfrentou tr ê s grandes desafios: os problemas
econ ô micos, a luta contra a M á fia e o combate à corrup çã o. A d í vida
interna obrigou o governo a cortar os gastos p ú blicos e iniciar privatiza ç ões .
Na guerra contra a M á fia, em resposta ao assass í nio de ju í zes
e a atentados a bomba, a pol í cia prendeu v á rios l í deres do
crime organizado. No combate à corrup çã o, a "opera çã o M ã os
Limpas", iniciada em 1992, condenou dezenas de empres á rios,
funcion á rios p ú blicos e pol í ticos. Dois anos depois, o direitista
Silvio Berlusconi, dono do segundo conglomerado de comunica ç ões
do pa í s, fez uma apari çã o s ú bita e meteórica pela cena
pol í tica italiana. Eleito primeiro-ministro, Berlusconi assumiu
o cargo em maio, quando quando se divulgavam graves den ú ncias
de extors ã o, chantagem, roubos e falsifica ç ões contra a
classe pol í tica que h á décadas dominava o poder. Também
atingido por um esc â ndalo, que envolvia o grupo empresarial por
ele controlado, Berlusconi passou a ser investigado pela "opera çã o
M ã os Limpas" e acabou renunciando ao cargo de primeiro-ministro
em dezembro de 1994. Incapaz de encontrar um sucessor para Berlusconi
que obtivesse maioria no Congresso, o presidente Oscar Scalfaro
nomeou um governo provisório formado por elementos que n ã o
pertenciam ao governo e liderado pelo economista Lamberto Dini,
conhecido por suas tend ê ncias direitistas. Seu programa de governo
inclu í a a solu çã o para o enorme déficit italiano, mudan ç as na
concess ã o de pensões e um novo sistema eleitoral regional.

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Geografia Física
Geologia e relevo. A pen í nsula it á lica formou-se no fim da
era cenozóica, mediante o dobramento dos Apeninos, com
intensa atividade vulc â nica, da Toscana à Campania, e
soerguimento dos planaltos calc á rios na Apulia. A plan í cie
do Pó se formou mais tarde, com a deposi çã o de aluviões
entre os Alpes e os Apeninos. Duas grandes cadeias de montanhas
cortam o pa í s: os Alpes, que se elevam como fronteira
natural com a Fran ç a, Su íç a, Á ustria e Eslov ê nia; e
os Apeninos, que se prolongam até a Sic í lia. No passo
de Cadibona, próximo à costa do golfo de G ê nova,
encontram-se as duas cadeias. A cordilheira alpina é como
um grande arco, que se estende da costa l í gure à adri á tica.
Divide-se em Alpes Ocidentais , Centrais e Orientais. Os Alpes
Ocidentais v ã o do passo de Cadibona ao vale de Aosta
e descem bruscamente sobre a plan í cie do Piemonte.
Nele se encontram as maiores montanhas puramente italianas,
como o Gran Paradiso (4.061m) e o monte Viso (3.841m).
Os Alpes Centrais v ã o do vale de Aosta até o passo de Brennero,
na fronteira com a Su íç a, onde se situa o monte Branco, o
mais alto da Europa ocidental, e ainda o Rosa e o Matterhorn.
Nos cumes nevados de Adamello (3.556m), Cevedale (3.769m),
e Palla Bianca (3.736m) h á extensos vales glaci á rios, que
drenam p ara o rio Pó. Nos Alpes Orientais, entre o passo de
Brennero e a costa adri á tica, destacam-se os Alpes Dolom í ticos,
de escarpas agrestes. Os cumes alcan ç am pouco mais de 3.000m
. Os Apeninos se ligam aos Alpes pelo oeste e formam como
que a ossatura da pen í nsula it á lica. A cadeia se estende da
Lig ú ria à Sic í lia. As montanhas n ã o t ê m grandes altitudes
, mas nos Abruzzi a eros ã o criou picos como o Gran Sasso d'Italia
(2.914m). No extremo sul encontram-se as cadeias La Sila
(gran í tica e mais antiga que os Apeninos) e Aspromonte, que
atingem quase dois mil metros. Na Sardenha, o maci ç o de
Gennargenta atinge 1.834m, e os montes Limbara 1.362m.
Entre os vulcões italianos destacam-se o Ves ú vio, perto de
N á poles, a 1.132m, que em 79 da era crist ã soterrou Pompéia
e Herculano, e o Etna, na Sic í lia, a 3.200m. Apesar de estreita,
a pen í nsula tem terras planas. A mais extensa é a plan í cie do
Pó, com 500km de extens ã o de oeste a leste, e largura entre
75 e 180km, de norte a sul. Entre os Alpes e os Apeninos
setentrionais fica a plan í cie padano-veneziana. Seguem-se
o Tavoliere (tabuleiro), na Apulia, a Pontine e a Campania
Romana , no L á cio, a Maremma e a do baixo vale do Arno,
na Toscana, e as de Cat â nia, na Sic í lia, e Campidano, na Sardenha.

Clima. A It á lia apresenta duas grandes zonas clim á ticas: a
continental, que compreende as montanhas e vales alpinos e a
grande plan í cie do Pó; e a mediterr â nea, formada pela pen í nsula
e pelas ilhas. Dada a grande extens ã o norte-sul, as varia ç ões
clim á ticas s ã o comuns: o clima é subtropical mediterr â neo no sul;
na plan í cie padano-veneziana, é temperado mar í timo, como o da
Europa ocidental. O clima dos Alpes é t í pico das altas regiões
montanhosas. Varia muito de acordo com a altitude, desde as
temperaturas moderadas dos vales profundos e bem protegidos até
os n í veis térmicos extremamente baixos dos picos, cobertos por
neves eternas. Na regi ã o alpina, as chuvas s ã o abundantes e bem
distribu í das ao longo do ano. Observa-se o efeito regulador das
massas de á gua dos lagos alpinos em suas margens, onde crescem
oliveiras, ciprestes e até limoeiros. O ver ã o na It á lia é quente.
As temperaturas no norte e no sul quase se igualam, a n ã o ser
pelas chuvas e umidade do ar. No sul, os dias s ã o quentes e
luminosos, mas extremamente secos. A estiagem pode prolongar-se
por cinco meses e até mais; quando isso ocorre, as chuvas
caem em violentos aguaceiros. Na plan í cie do Pó, o inverno é frio,
com per í odos de densa neblina. O ver ã o é c á lido e permite
cultivar cereais, como o arroz. As chuvas, abundantes durante a
primavera e o outono, n ã o diminuem no ver ã o. Por ser ilha, a
Sic í lia tem clima suave no inverno; j á a Sardenha sofre
periodicamente a influ ê ncia do forte vento mistral, que vem do
noroeste. O siroco, sufocante vento sudoeste procedente do Saara,
afeta a pen í nsula e as ilhas no ver ã o.

Hidrografia. Os rios italianos são relativamente curtos. O maior
deles, o Pó, tem apenas 643km. Nasce no monte Viso e
desemboca no Adriático, onde forma um delta de cinco braços.
O Adige, o segundo em extensão, com 408km, o Brenta e o
Piave nascem na cadeia alpina e desembocam no Adriático;
o volume atinge o máximo na primavera, quando se derretem
as neves das montanhas. Dos Apeninos, correm para o Adriático,
o Reno (220km), o Savio e o Rubicão. Outros rios caudalosos
são o Arno (241km), em cujas margens está Florença, e o Tibre
(405km), que banha Roma. Na Sicília destacam-se o Simeto e
o Salso, e na Sardenha o Tirso. Os lagos pré-alpinos da Lombardia,
na região norte -- Garda (370km2), Maggiore (212km2),
Como (145km2), Lugano, Iseo --, são de grande interesse turístico
pela beleza da paisagem. Na península, há lagos que ocupam
crateras de vulcões extintos (Trasimeno, Bolsena, Vico e Bracciano).

Flora e fauna. Os milhares de anos de civilização alteraram
profundamente a fisionomia original da vegetação. No entanto,
algumas áreas da Toscana e da Campania, extremamente
urbanizadas, são tidas como modelos de harmonia entre o
homem e a natureza. Os carvalhos, faias, azinheiras e pinheiros
foram substituídos, em muitos lugares, por culturas típicas
mediterrâneas, como vinhedos, olivais e cereais. Nos planaltos
e colinas da Itália central e meridional encontra-se a garrigue
ou estepe arbustiva mediterrânea, enquanto na Sardenha o
revestimento florístico, mais denso, constitui o maquis. Na Sardenha,
Sicília e no sudeste da península abundam as paisagens
desnudas e degradadas. Nas zonas montanhosas ficam os
parques nacionais, que conservam parte da fauna natural: veados,
linces, cabritos monteses, gazelas, arminhos e ursos pardos,
na região alpina; em outras áreas, javalis, lobos e coiotes.
São numerosos os roedores -- lebres, coelhos selvagens, esquilos,
marmotas e porcos-espinhos. Há também carnívoros - gatos-do-mato,
fuinhas e doninhas. No verão, as principais aves migratórias
são o gavião e a andorinha; no outono, o estorninho, a cotovia
e a gaivota. Em maiores altitudes encontram-se falcões, águias
e outras aves de rapina. Reservas biológicas, no Gran Paradiso,
nos Abruzzos, e em Stelvio e Circeo, protegem as espécies
ameaçadas de extinção.

POPULA ÇÃ O. É grande a variedade de tipos humanos na Itália.
Nas regiões montanhosas prevalece o tipo alpino, de estatura
média ou alta, claro, cabelos castanhos ou alourados, olhos
azuis-cinzentos ou verdes; no sul predomina o tipo mediterrâneo
-- mais baixo, moreno, cabelos e olhos escuros. A língua da
imensa maioria da população é o italiano, que deriva
fundamentalmente do dialeto culto toscano, embora tenha
perdido, no resto do país, o sotaque típico daquela região.
Os dialetos do norte revelam influência do francês e do alemão;
o sardo, dialeto da Sardenha, é um idioma diferenciado e afim
ao catalão. As principais minorias étnico-lingüísticas são os
franco-provençais do vale de Aosta, que falam francês, e os
tiroleses do Alto-Adige, que tem como idioma o alemão. Os
gregos e albaneses da Calábria e da Sicília são núcleos reduzidos,
cuja importância só tende a diminuir. A densidade demográfica
da Itália é bastante inferior à de outros países europeus,
como Reino Unido e Países Baixos. A taxa de natalidade está
em queda constante desde o século XIX; a taxa de mortalidade
também diminui e é uma das mais baixas do mundo. O final
do século XIX foi marcado por intensa emigração, que se estendeu
até o começo da primeira guerra mundial -- principalmente para
Estados Unidos, Argentina, Brasil, Austrália e Canadá. Dificuldades
econômicas e a ascensão do fascismo reduziram esse fluxo, que
recomeçou após a segunda guerra mundial, sobretudo para os
países do norte da Europa. Internamente, permanece a migração
de trabalhadores do atrasado Mezzogiorno (sul) para o norte
industrializado, das ilhas para o continente, e de leste para
oeste (do Vêneto para a Lombardia, e da Úmbria para a
Toscana e Roma). (Para dados demográficos, ver DATAPÉDIA.)

Economia. A economia italiana passou por transformações
marcantes no século XX. Até 1931, mais da metade da população
ativa do país ocupava-se de atividades primárias; na década de 1960,
o número de trabalhadores na indústria superava em muito o de
agricultores. Após enfrentar as dificuldades da década de 1970, com
a crise do petróleo, instabilidade política e outros fatores, a economia
italiana entrou num ritmo estável e moderado de expansão,
com a inflação sob controle e os primeiros resultados do esforço
nacional de saneamento da economia e das estruturas sociais,
conhecido como il risanamento. Na área política, um saudável
espírito prático tomou conta dos partidos, que passaram a discutir
problemas concretos, como eliminar a poluição ambiental, reduzir
a despesa pública e acabar com o déficit do orçamento nacional.
Depois de internacionalizar a economia e realizar parcerias com
os concorrentes estrangeiros, o país enfrentou com tranqüilidade
acordos internacionais, compra de tecnologia e outras práticas
condenadas no passado. A antiga habilidade artesanal que ganhou
fama em certos setores -- calçados, tecidos, malharia, máquinas,
mobiliário se aliou à tecnologia de ponta e tornou possível fabricar
produtos de alta qualidade e design sofisticado, a preços competitivos
. A estatização é uma forte característica da economia italiana.
O Ministério das Participações Estatais, criado em 1956, controla
diretamente as empresas públicas e sociedades de capital majoritariamente
estatal, por meio de órgãos como o Instituto para Reconstrução
Industrial (IRI), a Companhia Nacional de Derivados de Petróleo (ENI)
e a Companhia Nacional de Energia Elétrica (ENE), que dão suporte
financeiro à indústria pesada e controlam ramos vitais da economia,
como siderurgia, bancos, construção naval, petróleo e gás natural,
equipamento eletrônico, transportes, eletricidade, telefonia,
telecomunicações, produtos químicos e cimento.

Agricultura e pecu á ria. A Itália é o terceiro país da Europa em
área agrícola, mas só obtém rendimento elevado em áreas de
solos férteis, climas brandos ou terrenos irrigados. O país é
auto-suficiente em trigo, o cereal mais cultivado no país. Embora
a maior área de trigais esteja na Sicília, os principais produtores
são Emilia-Romagna, Lombardia, Vêneto, Marche e Piemonte.
O milho é cultivado no verão na planície padano-veneziana.
A Itália é o maior produtor europeu de arroz, cultivado no
Piemonte e oeste da Lombardia. No Mezzogiorno cultivam-se
olivais e cítricos. Há vinhedos em todas as grandes regiões da
Itália. As principais áreas vinícolas são Monti del Chianti, na
Toscana; Asti, no Piemonte; Orvieto, na Úmbria; e Marsala, no
oeste da Sicília. A produção de carne e leite é insuficiente para
o mercado interno, o que obriga o país a importar. A maior
concentração de gado está na planície setentrional. Lombardia
e Emilia-Romagna respondem pela maior produção de queijos
e criam o maior rebanho suíno do país.

Pesca e recursos florestais. A maior parte do movimento dos
barcos pesqueiros se faz a partir dos portos do Adriático. Enguias
e outras espécies muito apreciadas são capturadas nas zonas
pantanosas, como o delta do Pó e a laguna de Veneza. A principal
atividade pesqueira (atuns, sardinhas, enxovas, cavalas e
outros peixes pequenos) se desenvolve nos mares circunvizinhos
à península, em pequenas embarcações. A pesca em grande
escala é feita nas costas da Mauritânia (norte da África) e da
Terra Nova (Canadá). As reservas florestais ocupam vinte por
cento da superfície do país. As principais regiões de extrativismo
florestal são a Ligúria, a Toscana e o Trentino-Alto Adige.

Energia e mineração . A industrialização da Itália acarretou
carência de combustíveis. As grandes usinas hidrelétricas, que
aproveitaram o potencial dos Alpes, foram o primeiro passo
para resolver o problema energético do país. Dois terços de toda
a energia da Itália são gerados no norte. Parte da energia
hidráulica vem de represas instaladas nos Abruzzos, Sardenha
e Sicília. Centrais termelétricas complementam a produção.
Uma usina aproveita o gás vulcânico de Larderello, no sul da
Toscana. Há usinas termonucleares em Latina, Garigliano e
Trino Vercellese. As reservas e a exploração do metano tendem
a diminuir no vale do Pó e aumentar na Basilicata e na Sicília.
O petróleo é extraído no sul da Sicília e na Basilicata. O subsolo
italiano é pobre em minerais metálicos e carvão. O minério de
ferro é de boa qualidade; as principais jazidas ficam na ilha de
Elba e no vale de Aosta. A mineração de chumbo e zinco se
processa sobretudo em La Argentiera , no noroeste da Sardenha,
com excedentes exportáveis. O mercúrio é explorado na região
de Monte Amiata, na Toscana. O enxofre vem da Sicília, a bauxita
da Apúlia e o sal da Toscana. Extraem-se também manganês,
arsênico e antimônio.

Indústria. A indústria italiana está distribuída desigualmente por
suas várias regiões. Dentre as modernas regiões italianas, o
noroeste -- que compreende o Piemonte, a Lombardia, a Ligúria
e o vale de Aosta -- comanda a economia do país. A área industrial
mais importante é o triângulo Milão-Turim-Gênova. Lá se encontram
boa parte dos solos férteis do país e metade das indústrias em
funcionamento. A energia elétrica é abundante e barata, já que
os vales alpinos próximos foram bem aproveitados para a construção
de usinas hidrelétricas. O intercâmbio com o exterior faz-se
através dos túneis dos Alpes e do porto de Gênova. A oferta
de alimentos é garantida por uma agricultura intensiva e altamente
irrigada. Milão, segunda cidade da Itália, é também o maior
centro industrial e o principal entroncamento das vias de transporte
do país. Em torno da cidade se desenvolveu um importante parque
industrial, com indústrias mecânicas, de máquinas-ferramenta e
material elétrico, metalúrgicas, têxteis, de cimento, vidro, borracha
, anilinas e produtos farmacêuticos. O centro-nordeste se estende
da fronteira com a Áustria até Roma. Compreende as Três Venezas
(Trentino-Alto Adige, Vêneto e Friuli-Venezia Giulia), a Emilia-Romagna,
a Toscana, a Úmbria, as Marche e o norte do Lácio. Do
ponto de vista da industrialização, essa região vem atraindo grande
atenção desde a segunda metade da década de 1980, quando começou
a se transformar no que os italianos hoje conhecem como
"a terceira Itália" -- um importante aglomerado de prósperas
cidades médias. O sul da Itália, ou Mezzogiorno, é a região
menos desenvolvida do país. Compreende a parte meridional
do Lácio (a partir de Roma), os Abruzzos, Molise, Campânia,
Apúlia, Basilicata, Calábria e as ilhas da Sicília e da Sardenha.
De seus habitantes, conhecidos como meridionali, mais da
metade trabalha na agricultura e menos de um quarto tem
empregos industriais. A renda per capita equivale à metade
da média encontrada no triângulo industrial do norte. Nápoles
e Bari abrigam indústrias de petróleo, aço, alimentos,
confecções e estaleiros. Mais de quarenta por cento da
população economicamente ativa trabalha na indústria,
enquanto somente a metade desse percentual está ocupada
na agricultura. Dentre os setores industriais, o de mecânica
é o mais importante, tanto em número de empregados como
em valor da produção. Dois quintos das fábricas estão na
Lombardia (principalmente na província de Milão), Piemonte e
Ligúria. A mecânica pesada é forte em Sesto San Giovanni e
Gênova, que também centraliza os estaleiros navais da costa
da Ligúria. Dois terços dos navios construídos na Itália são
lançados no trecho entre Pietra Ligure e La Spezia. O principal
centro da indústria automobilística é Turim, mas há fábricas
também em Milão, Brescia e Desio. A indústria de máquinas
elétricas também é importante no triângulo industrial. O potencial
da planície padano-veneziana atraiu indústrias de máquinas,
bicicletas, motocicletas e eletrodomésticos.

Finanças e comércio. O balanço cambial da Itália, embora
desfavorável, equilibra-se com a receita do turismo, remessas
de emigrantes e serviços diversos. Na pauta de importações
destacam-se produtos alimentícios, metais e minerais, maquinaria
e equipamentos, combustíveis e têxteis. Os principais fornecedores
são a Alemanha, França, Estados Unidos e Países Baixos.
As exportações mais importantes são máquinas e equipamento
de transporte, massas alimentícias, produtos químicos, roupas,
tecidos, fibras, ferro e aço.

Transportes e comunicações. A maior parte das importações da
Itália entra no país por via marítima, e a frota mercante italiana
é uma das maiores do mundo. Há também intenso movimento
de passageiros e carga entre o continente e as ilhas. A navegação
de cabotagem é intensa ao longo de toda a costa. Os portos
mais importantes são os de Gênova, La Spezia e Livorno, na
costa da Ligúria; Civitavecchia, Nápoles, Reggio di Calabria,
Messina e Palermo, no mar Tirreno; Cagliari, na Sardenha; e
Brindisi, Bari, Ancona, Veneza e Trieste, no Adriático. A malha
ferroviária é em grande parte estatal. Quase todo o sistema
emprega a tração elétrica, e noventa por cento das estradas
de ferro têm bitola internacional. As rodovias ligam as principais
cidades do continente italiano e da Sicília, e se comunicam
com os sistemas viários da França, Suíça e Áustria, através
de túneis imensos, um deles sob o monte Branco. O transporte
aéreo civil é controlado pela estatal Alitalia. Os aeroportos
mais movimentados são os de Roma e Milão. O estado
controla a telefonia e o serviço de correios e telégrafos.
Embora exista um sistema oficial de rádio e televisão,
empresas privadas também operam no ramo. (Para dados
econômicos, ver DATAPÉDIA.)


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Cultura
A Itália é pródiga em tesouros de arte, criados sobretudo
durante o Renascimento. Esses tesouros estão presentes
tanto nas pequenas cidades medievais quanto nos grandes
centros culturais, como Florença, Roma e Veneza, onde a
fortuna de poderosas famílias pôde sustentar todo um
florescimento das artes.

Música. As primeiras manifestações musicais registradas
na Itália surgiram na igreja, nos primeiros séculos do
cristianismo. Sua base é o cantochão (cantus planus).
A primeira figura de destaque foi são Gregório Magno,
papa entre os anos 590 e 604, que deu à música uma
organização convincente, fundou uma escola de canto e
mandou escrever o antifonário. No século XI, a figura
mais importante foi Guido d'Arezzo, que sistematizou a
notação musical. A Renascença do século XIII marcou
o início da fusão entre a música erudita e a profana.
Surgiram a ballata (associação de música e poesia),
cujo grande representante foi Niccolò da Perugia, e o
madrigal, estruturado por Giovanni da Cascia. Nos
séculos XV e XVI surgiram vários gêneros musicais na
Itália. A influência flamenga foi marcante na obra de
Adrian Willaert, que fundou a escola instrumental de
Veneza e deixou missas, motetes, salmos, hinos e
madrigais. Os gêneros mais típicos do século XVI foram
a frottola, o madrigal e a vilanella. Na música religiosa
surgiu a polifonia, que alcançou a realização mais
plena com Palestrina. No século XVII as manifestações
profanas expressaram-se por meio da ópera, de que
foi pioneiro Jacopo Peri. Na música instrumental
multiplicaram-se as sonatas, suítes, cantatas e concerti
grossi, enquanto o oratório tornou-se o novo gênero
na música religiosa. O organista Girolamo Frescobaldi
fez florescer a tocata. Na escola de Veneza, Claudio
Monteverdi deu maior dramaticidade à ópera, mas a
ópera napolitana, com Alessandro Scarlatti, teve maior
vigor lírico. No gênero bufo, destacou-se Giovan Battista
Pergolese. No oratório, os maiores nomes da época foram
Giacomo Carissimi e Alessandro Stradella, a quem se
deve também o pioneirismo das cantatas de câmera e
dos primeiros concerti grossi. Arcangelo Corelli, Felice
Dall'Abaco, Tomaso Albinoni e sobretudo Antonio Vivaldi
foram os destaques nos concertos grossos. Sua influência
foi marcante na obra de Johann Sebastian Bach, Georg
Friedrich Haendel e outros. Nas obras de Francesco Maria
Veracini, Giuseppe Tartini e Domenico Scarlatti, o estilo
instrumental do rococó alcançou expressão inigualável.
O violoncelista Luigi Boccherini introduziu o quinteto nas
orquestras de câmara, com a adição de um segundo violoncelo.
No século XVIII, o teatro dominou a cena musical com
força total, com destaque para Domenico Cimarosa. Niccolò
Jommelli, Tommaso Traetta e Niccolò Piccinni anteciparam
o estilo de Gluck. No Romantismo do século XIX, o destaque
na música instrumental foi Niccolò Paganini, o maior virtuose
do violino de todos os tempos. As figuras que realmente
marcaram o estilo musical italiano nesse século foram os
operistas Gioacchino Rossini, Vincenzo Bellini, Gaetano
Donizetti, que se destacou em todos os gêneros operísticos,
e Giuseppe Verdi, cuja obra reflete todo o cenário social e
político da Itália na época do Risorgimento, graças às
constantes alusões ao patriotismo. O verismo, estilo que
afirmou o direito do artista de representar a realidade de
forma absoluta, está representado na ópera italiana por
Pietro Mascagni, Ruggero Leoncavallo, Umberto Giordano e
Giacomo Puccini. O início do século XX caracterizou-se como
período neoclássico, com tentativas de retorno à música
instrumental. O único compositor posterior a Puccini a se tornar
conhecido internacionalmente foi Ottorino Respighi, cuja obra
une os elementos tradicionais a uma certa tendência ao modernismo.
Luigi Dallapiccola foi o primeiro representante do dodecafonismo
na Itália e Luigi Russolo tornou-se o maior nome da música concreta.

Arquitetura, escultura e pintura. No século IV, a decoração das
catacumbas marcou as origens da pintura e escultura ocidentais.
Com o reconhecimento oficial do cristianismo, iniciou-se a
construção de santuários por toda a Itália, com destaque
para as basílicas. A principal foi a antiga basílica de São Pedro,
erguida no Vaticano no ano 344 e hoje desaparecida.
A catedral de Ravenna, em estilo bizantino, foi erguida em
390. A igreja de San Giovanni Evangelista, o mausoléu de
Galla Placidia e o batistério dos Ortodoxos datam do século
V. A igreja de San Vitale é a última obra-prima da arte antiga
em Ravenna. A partir do século VIII, o mosaico renasceu na
Itália; até 840, a igreja acolheu muitos artistas orientais.
A arquitetura sofreu influência lombarda, principalmente
em Pavia, Monza e Milão. Na pintura, o mosaico com fundo
de ouro predominou até o século IX, e os afrescos mantiveram
a tradição romana ao lado da grega. A escultura mais notável
do período é o famoso altar de ouro de Sant'Ambrogio (Milão),
assinado por Vuolvinius, que resume a arte carolíngia. Dos
séculos XI a XIII, a fusão dos estilos antigos e novos da
cristandade do Ocidente e do Oriente se traduziu em novas
e poderosas formas arquitetônicas: a nova basílica ambrosiana
em Milão, o conjunto de Pisa, o batistério de Parma, a igreja
de San Miniato em Florença. A escultura fundiu tendências
rústicas com experiências mais sofisticadas. A pintura denota
antecedentes carolíngios. Em Verona, foi construída a basílica
de San Lorenzo, cuja fachada representa o último estágio
ornamental lombardo. A basílica de San Marco, em Veneza,
é um dos mais ricos tesouros da cristandade; seus mosaicos
foram completados e restaurados continuamente, até o
século XIX . Na Toscana, a igreja de San Miniato (século XI)
resume toda a arquitetura românica florentina. Em Pisa e
Lucca, o tema da pintura é o crucifixo; em Florença e Siena,
a madona. Em Roma floresceram o mosaico e a arte dos
marmoristas, com destaque para Jacopo de Lorenzo e seu
filho Cosma. A assimilação das formas lombardas revela-se
na igreja de Santa Maria di Castello (1121) e o reencontro
com a tradição basilical na de Santa Maria Maggiore (século XII).
No século XIII, os estilos se transformaram em toda a Itália,
em virtude da pregação franciscana. Formou-se em Roma uma
escola de mosaicistas e afresquistas, em que sobressaíram-se
Pietro Cavallini e Jacopo Torriti. O pintor mais importante foi
Giovanni Gualtieri Cimabue, que executou todos os afrescos
da igreja, entre 1277 e 1281. A reação gótica, que penetrou
na Itália pelo Lácio e pela Sicília, mostra-se nas abadias de
Fossanova e de Casamar. A renovação da escultura deveu-se
a Nicola Pisano e seu filho Giovanni, a partir de 1270. Na arte
da miniatura, a influência grega se manteve, sobretudo na
Lombardia. No século XIV, o santuário de Assis, a igreja de
San Domenico em Perugia e a capela de Santa Maria della
Spina, em Pisa, foram exemplos do estilo gótico difundido em
toda a Itália. A obra mais singular da época é o Duomo de
Florença (catedral de Santa Maria del Fiore), cuja direção foi
entregue a Arnolfo di Cambio e depois a Giotto, que iniciou a
construção do célebre campanário. Filippo Brunelleschi, na terceira
fase, construiu a cúpula. A grande figura da pintura foi Giotto,
que deu maior expressão ao estilo figurativo. Na capela Bardi
de Santa Croce (1317-1323) está a versão definitiva da lenda
de são Francisco de Assis, por Giotto. Em Siena estão as obras-primas
de Duccio di Buoninsegna e Pietro Lorenzetti. Em Florença,
destacaram-se na pintura monumental Giovanni da Milano,
Altichiero e Giusto Menabuoi. Gentile da Fabriano e Antonio Pisano
foram os mestres na escola fundada por Altichiero.

Renascimento: o Quattrocento. Com a volta do papado para
Roma, as principais cidades italianas voltaram a receber
encomendas de arte. A obra de Antonello da Messina integrou
a Itália ao desenvolvimento da arte ocidental. Em Florença,
Brunelleschi inaugurou um novo estilo arquitetônico. Destacaram-se
também Leon Battista Alberti e os irmãos Bernardo e Antonio
Rosselino. Donatello, uma das mais complexas figuras da arte
italiana, influenciou arquitetos, decoradores e escultores. Na pintura,
firmaram-se Masaccio, Domenico Veneziano, Andrea del
Castagno e Antonio Pollaiuolo, este também notável escultor.
Os principais pintores foram Stefano di Giovanni, dito il Sasseta,
Giovanni di Paolo e sobretudo Piero della Francesca. Durante o
quattrocento, Roma se tornou o centro da arquitetura e para lá
acorreram artistas de todas as regiões, especialmente da Toscana.
Na arquitetura assistiu-se à fusão do gótico e do estilo árabe;
na pintura, as ligações com a Espanha, França e Flandres se
manifestam claramente e Antonello da Messina representou a
fusão dos estilos italiano e flamengo. Em Florença, sobressaíram-se
Lorenzo Monaco e fra Angelico. Desenvolveu-se também a ilustração
de livros litúrgicos. Em Veneza, os artistas florentinos trazidos pelos
doges influenciaram a arte de Antonio Vivarini. Os Bellini (Jacopo e
seus filhos Gentile e Giovanni) definiram a pintura veneziana.
Leonardo da Vinci, aluno de Verrochio, foi o herdeiro de todas as
aspirações do quattrocento florentino em todas as artes. Produziu
pouco e de sua pintura subsistem só raras obras, várias delas inacabadas.
Afora Leonardo, Sandro Botticelli é o maior pintor florentino da época;
sua linguagem valoriza os contornos em detrimento da atmosfera.
Inicialmente influenciado por Verrochio, tornou-se depois pintor de
alegorias mitológicas intensamente poéticas.

Cinquecento. Na primeira década do século XV, Florença ressurgiu
como centro de arte, mas a escola romana, desenvolvida em torno
de Rafael, cresceu em importância. O primeiro grande arquiteto foi
Donato Bramante, com quem o classicismo voltou a dominar o efeito
de conjunto. Rafael Sanzio, pintor, escultor e arquiteto, tem como
ponto alto de sua obra os trabalhos do Vaticano. Como arquiteto,
procurou acentuar o valor pictórico das estruturas de harmoniosa
geometria. A extraordinária personalidade de Michelangelo Buonarroti
afirmou o ideal neoplatônico da beleza e opôs o espiritual ao
material, numa linha que diverge completamente da pintura de
Leonardo e Rafael e da arquitetura de Bramante. Pintor, escultor,
arquiteto e poeta, foi um dos maiores artistas de todos os tempos.
Sob a influência de Leonardo, o norte da Itália foi palco de
movimentos paralelos ao classicismo romano, com destaque para
a arquitetura de Bartolomeo Suardi, a pintura de Bernardino Luini,
Gaudenzio Ferrari, fra Bartolomeo e Andrea del Sarto e a escultura
de Jacopo Sansovino (ou Jacopo Tatti), Vincenzo Scamozzi e Michele
Sanmicheli. Com a revolução "luminista", a pintura de Giovanni
Bellini foi ampliada por Ticiano, que deu continuidade e prestígio à
pintura veneziana em toda a Europa. Antonio Allegri, o Correggio,
foi um temperamento voluptuoso. Isolado em Parma, captou como
nenhum outro a ternura do erotismo. O maneirismo, tendência
surgida com a Contra-Reforma, difundiu-se por toda a Europa a
partir de 1540. O escultor Benvenuto Cellini foi a grande personalidade
do período. Na pintura, destacaram-se Jacopo da Pontormo e Agnolo
Tori. Em Veneza, o maneirismo arquitetônico está representado na obra
de Palladio. A crise na pintura foi superada pelo gênio de Ticiano na
velhice e por Tintoretto, Veronese e Bassano. A Roma de meados do
século voltou-se para as grandes decorações pintadas, em que se
destacou Daniele da Volterra, o mais imaginoso dos discípulos de
Michelangelo.

Barroco. A arquitetura foi a arte que melhor caracterizou o estilo
barroco, no período de 1620 a 1750. Sua vitalidade transbordante
deu asas ao gênio de Gian Lorenzo Bernini, cuja primeira obra
importante é o baldaquino de São Pedro, sob a cúpula de Michelangelo.
Francesco Borromini foi o único arquiteto puro entre os mestres
do barroco. Michelangelo Caravaggio realizou a revolução pictórica
do século, por meio do vigoroso sentimento realista, em
composições grandiosas, como as de Santa Maria del Popolo,
em Roma. Séculos XIX e XX. A criatividade dos artistas plásticos
italianos pareceu eclipsar-se durante o século XIX, quando a
França passou a dominar a cena artística. No início do século
XX o movimento futurista, fundado em 1909 pelo escritor Filippo
Tommaso Marinetti, abriu uma nova etapa de experiências e
indagações para a arte italiana, que tomou novo impulso.
Na pintura, a tendência foi expressada por Giacomo Balla,
Carlo Carrà, Umberto Boccioni e Gino Severini, enquanto a
pintura metafísica de Giorgio de Chirico trilhou caminho totalmente
oposto. Giorgio Morandi pintou naturezas-mortas extremamente
expressivas. Outros renovadores foram Amedeo Modigliani, célebre
por suas figuras longilíneas, Alberto Magnelli e Massimo Campigli.
Na escultura destacaram-se Medardo Rosso, Umberto Boccioni e
Marino Marini. A partir de 1948, a arte italiana foi revitalizada com
as bienais de Veneza, que contribuíram para divulgar na Itália as
principais realizações da arte moderna.

Cinema. Com um dos melhores cinemas do mundo, a Itália tem
uma filmografia vasta e variada, que abrange desde a comédia
ao drama. Em pleno pós-guerra surgiu o movimento denominado
neo-realismo, que teve como expressões principais Vittorio de Sica,
Luchino Visconti e Roberto Rosselini. Outros nomes de peso
sucederam a esses mestres, como Pietro Germi, Giuseppe De Santis
e Alberto Lattuada. O neo-realismo celebrizou também alguns
atores de valor, como Aldo Fabrizi, Anna Magnani, Silvana Mangano
e Raf Vallone. Na comédia, destacaram-se De Sica, Mario Monicelli
e Germi. Para atrair o grande público, o cinema italiano continuou
a explorar o filão da comédia regional, como são exemplos os
filmes de Luigi Comencini, que também teve seus atores e atrizes
de primeira linha, entre eles o próprio De Sica e duas das
principais divas do cinema italiano, Gina Lollobrigida e Sophia Loren.
Da série de comédias saiu um cineasta, Dino Risi, que se
notabilizou na comédia dramática. O grande comediante do
período pós-guerra foi Totò (Antonio de Curtis Gagliardi), que
atuou em dezenas de filmes. Federico Fellini, um dos expoentes
do cinema mundial, foi autor de obras-primas. Outros cineastas
que merecem citação especial são os irmãos Vittorio e Paolo
Taviani, Visconti, Bernardo Bertolucci, Francesco Rosi, Mario
Monicelli, Michelangelo Antonioni, Pier Paolo Pasolini, Mauro
Bolognini e Gillo Pontecorvo.


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Curiosidades
A Itália, o país que mais atrai turistas na Europa, tem menos
da metade do estado de Minas Gerais.
O escudo da Itália foi escolhido depois da criação da república
italiana em 1946. A estrela representa a unidade e a coroa de
louro e carvalho representa o republicanismo. O nome do país
aparece na faixa.
A Bandeira italiana foi adotada em 1870. Foi usada pela
primeira vez em 1796 por italianos que apoiavam Napoleão
Bonaparte, da França, durante uma guerra contra a Áustria.
Napoleão desenhou a bandeira, fazendo-a parecida com a
francesa, mas substituiu o azul da bandeira francesa pelo
verde, sua cor favorita.
O italiano, como o português, o francês e o espanhol, é uma
língua romântica. Uma das várias línguas que vieram do latim.
O italiano começou a desenvolver-se como língua distinta por
volta do ano 1000 DC. Entre 1300 e 1321, Dante Anlighieri
escreveu seu longo poema, a Divina Comédia. Foi escrito no
dialeto falado pelos habitantes de uma região da Itália chamada
Toscana. O poema de Dante ajudou a fixar este dialeto
como o idioma comum da Itália. A forma toscana do idioma
italiano atualmente é ensinada nas escolas de todo o país.
Cada região da Itália também tem seu dialeto.
Se um italiano te convidar para assistir um "Film Giallo "
( filme amarelo ), não se assuste, não é um filme todo amarelo
não !!! Nada mais é que um filme policial pois nas bancas da
Itália antigamente se comercializava livrinhos policiais que tinham
a capa amarela então ficou subentendido que toda estória ou
filme amarelo era uma estória ou filme policial.
O historiador Díon Cássio, do século 4 D.C. , conta como, 150 anos
antes, a Arena do Coliseu foi inundada para encenar uma batalha
naval. Hoje, estudiosos acreditam que estava enganado e que o
espetáculo provavelmente foi realizado na Naumaquia de Augusto.
Uma arena repleta de água situada do outro lado do Tibre, no
Trastevere.
Em 1889, o pizzaiolo Raffaele Esposito recebeu um convite para
mostrar ao rei Umberto I e a rainha Margherita as sua habilidades.
Esposito mostra toda a sua perícia, mas não esquece de lembrar a
origem simples do prato. Nasce assim uma pizza muito simples cujo
os ingredientes básicos é a mozzarella e o tomate. Esta pizza foi a
preferida da rainha e por isso recebeu o nome de "Pizza Margherita".


Breve História da Pizza. A origem da pizza vem de tempos remotos
. Já na época romana temos notícia de um tipo de prato similar
com o nome de "picca". Depois de sucessivas transformações
reaparece na idade com o nome de "piza" e depois "pizella" e
se tornou muito popular por volta de 1600. Em 1700, a pizza
adquire o formato mais próximo do que conhecemos atualmente
e se espalha pelo reino das duas Sicilias. O sucesso obtido junto
a população, chama a atenção dos nobres da Europa e a rainha
Carolina impõe, de uma vez por todas a construção de um forno
pessoal onde poderia degustar o prato que mais gostava.
No final de 1800 a pizza retorna com o nome dos soberanos da
época. Nos nossos dias, o nome pizza é conhecido universalmente
e é o símbolo máximo da tradição gastronômica italiana.

Música. O Bel Paese é também é o paese do bel canto. É longa
e gloriosa a tradição italiana no canto lírico e na popular.
O forte no popular é a tradição dos cantautori , responsáveis
pela fase áurea das baladas italianas que correram o mundo
nos anos 60 e geraram os grandes nomes de hoje: Lucio Dalla,
Edoardo benatto, Francesco de Gregori, Antonello Venditi,
Franco Battiato e o napolitano Pino Daniele. Napolitano não é
a mesma coisa que italiano. A língua é outra, outras sonoridades;
a cultura é forte e original, a história é de muito sangue sob
o sol, a tradição é da canzone napolitana. O especial caráter, o
estilo de vida e filosofia coletiva dos napolitanos fazem de Nápoles
(Napoli), o maior celeiro de qualidade da música popular da Itália,
somando influências e assimilando culturas musicais diversas. Já
no novo pop italiano, construído a partir da metáde da década
de 90 é constituído por cantores jovens, ricos em carisma,
principalmente entre os adolescentes não só da Itália, mas
do mundo inteiro. Laura Pausini, Eros Ramazzoti e
principalmente Andrea Bocceli são os novos expoentes desta
rica e variada musicalidade italiana.

Dialeto. Formado na península Itálica, no primeiro milênio de
Cristo, o ramo itálico produziu três grupos importantes: o osco,
o úmbrio já desaparecidos, e o latim, único que sobreviveu.
Com a expansão do império Romano, o latim disseminou-se
por várias regiões, misturou-se aos dialetos locais e, na Idade
Média, deu origem às línguas românicas ou neolatinas: italiano,
sardo, francês, provençal, espanhol, catalão, português, galego,
rético e romeno. Na Itália, embora com divergências regionais,
surgiu o italiano, hoje falado por mais de 70 milhões de pessoas,
na península Itálica, regiões da Suiça, norte da Córsega e
em colônias de emigrantes. Na Sardenha, ilha pertencente
à Itália, mais de 1 milhão de pessoas comunicam-se através
do idioma sardo.

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Bibliografia
Almanaque Abril 1995 - Ano XXI - Editora Abril - pgs. 437, 438

Novo Conhecer - Vol. II - Editora Abril Cultural - pg. 129

 
 
 
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